Magia não é Mágica
No que eu acredito sobre o despertar da consciência e seu processo de transformação.
Catarina L´ Cruz
8/22/20266 min read


Despertar a consciência é um processo de evolução. Quanto mais conscientes nos tornamos, maior é nossa capacidade de perceber a nós mesmos, compreender nossas escolhas e reconhecer as consequências que elas produzem em nossa vida.
Hoje, o tema do “despertar da consciência” está em evidência. Mas, muito antes de despertar a curiosidade de tantas pessoas, filósofos e pensadores já se dedicavam à investigação da consciência humana.
O problema é que facilmente nos perdemos em meio a termos e conceitos. E às vezes, uma ideia que poderia nos levar a uma profunda reflexão acaba sendo transformada em uma promessa de solução.
Para mim, o despertar da consciência não é um acontecimento único. É um processo contínuo. Estamos constantemente despertando para novas percepções e novos graus de compreensão sobre nós mesmos e sobre a vida.
Entretanto, justamente porque o tema se tornou popular, multiplicaram-se também as promessas de soluções definitivas: técnicas milagrosas, ferramentas de programação, métodos capazes de transformar a vida rapidamente e tantos outros recursos apresentados como respostas prontas.
Existem, sim, ferramentas extraordinárias que podem nos apoiar nessa jornada. Eu mesma utilizo várias delas em meu trabalho. Porém, acredito que nenhuma técnica substitui nossa capacidade de pensar, sentir, observar, avaliar, refletir e assumir responsabilidade por nossas escolhas e suas consequências.
Nosso ego tem uma tendência bastante conveniente: olhar para os nossos infortúnios e acreditar que existe sempre alguma coisa fora de nós nos controlando, manipulando ou prejudicando.
As próprias religiões, em muitos momentos da história, contribuíram para essa maneira de pensar ao criarem ou reforçarem a figura de um inimigo externo sobre o qual seria possível depositar a responsabilidade pelos desvios humanos.
Ah, como é confortável eleger um culpado para os nossos fracassos!
Até mesmo a magia, que considero um recurso maravilhoso de equilíbrio e transformação, pode facilmente acabar sendo utilizada como uma espécie de muleta se não estivermos conscientes de qual é o seu verdadeiro papel.
Se a vida está ruim, pode parecer muito mais fácil acreditar que alguém invejoso ou ressentido fez algum trabalho contra nós.
Agora, parar e refletir sobre causa e efeito é outra história. E costuma dar bastante trabalho...
Porque, quando começamos a investigar nossas próprias atitudes, escolhas, pensamentos, sentimentos e comportamentos, corremos o risco de nos deparar com aspectos de nós mesmos que talvez preferíssemos não enxergar.
E isso nem sempre é agradável.
É muito mais confortável acreditar que o problema está no diabo, no inimigo, na inveja, no trabalho espiritual encomendado ou em qualquer outra força externa do que perguntar:
Qual é a minha responsabilidade na realidade que estou vivendo?
Para mim, uma das grandes finalidades do processo de despertar da consciência está justamente em desenvolver nossa capacidade de fazer escolhas melhores. Escolhas capazes de produzir mais harmonia, equilíbrio e coerência em nossa vida.
E, para desenvolver essa capacidade, precisamos fazer bom uso daquilo que possuímos de mais precioso: nossa capacidade de observar a nós mesmos.
Existem excelentes técnicas e ferramentas disponíveis. Porém, não devemos depositar em uma ferramenta aquilo que é responsabilidade nossa.
Como terapeuta, utilizo diferentes recursos em meus atendimentos, mas faço questão de deixar claro aos meus clientes que todos eles são ferramentas de apoio, não soluções mágicas.
A magia, por exemplo, é um dos recursos que mais aprecio e utilizo. Considero-a uma ferramenta poderosa de equilíbrio. Entretanto, dentro do meu trabalho, ela ocupa uma função de apoio ao processo terapêutico, e não de substituição da responsabilidade individual.
Utilizo a magia, entre outras finalidades, como recurso para trabalhar excessos e desequilíbrios energéticos e emocionais.
Mas existe uma diferença fundamental que faço questão de ensinar:
Magia não é mágica.
Mágica pertence ao universo do ilusionismo. A magia que pratico e na qual acredito não tem como objetivo alimentar ilusões, mas contribuir para que a pessoa se aproxime cada vez mais da verdade sobre si mesma.
E a verdade nem sempre é confortável...
Por isso, uma das coisas que costumo dizer aos meus clientes é:
“Sim, eu trabalho com magia. Mas não faço mágica.”
Podemos utilizar esse recurso para apoiá-lo em determinado momento, auxiliando no equilíbrio daquilo que está em excesso ou em desordem. Contudo, uma transformação consistente exige também a sua participação: investigar comportamentos, rever crenças e valores, compreender padrões e buscar a origem dos desequilíbrios que se repetem em sua vida.
Imagine, por exemplo, uma pessoa tomada por um sentimento profundo e enraizado de raiva. Esse estado pode produzir desequilíbrios em diferentes áreas de sua vida.
A magia pode ser utilizada como recurso para auxiliar na harmonização desse campo e aliviar a intensidade daquele estado. Mas, se essa pessoa não atravessar também um processo de investigação interna para compreender de onde vem sua raiva, quais experiências a alimentam e quais comportamentos ela produz, provavelmente voltará a encontrar o mesmo padrão mais adiante.
É por isso que, em meus atendimentos, costumo utilizar a magia como um recurso de entrada.
Gosto de pensar nela, nesse contexto, como um remédio que ajuda a aliviar a dor enquanto investigamos sua origem.
E perceba: eu disse aliviar, não necessariamente curar.
Paralelamente ao trabalho energético e espiritual, conduzo meus clientes por um processo de autoconhecimento e reforma íntima, ajudando-os a compreender as raízes de suas dores, traumas, medos, bloqueios e desequilíbrios.
A partir dessa compreensão, começamos a investigar quais mudanças práticas podem ser realizadas para construir novos resultados.
Afinal, como esperar resultados diferentes enquanto continuamos repetindo os mesmos padrões?
É por isso que uma frase resume muito do que acredito:
A técnica é o meio. A compreensão é a solução.
Eu, Catarina L’ Cruz, enquanto terapeuta, trabalho ajudando pessoas em seus processos de despertar da consciência e de aproximação com aquilo que reconhecem como seu Eu verdadeiro.
Para isso, reúno diferentes recursos: minha experiência como terapeuta, processos de reflexão e investigação da consciência, técnicas terapêuticas, práticas energéticas e espirituais, a magia e o trabalho que desenvolvo com o apoio da minha equipe espiritual.
Esses recursos são utilizados de maneira integrada no cuidado de bloqueios mentais, emocionais, energéticos e espirituais, tendo como horizonte a autoconsciência, o equilíbrio, a evolução e o bem-estar integral do indivíduo.
Mas existe uma parte desse trabalho que nenhuma técnica, terapeuta ou recurso espiritual pode fazer por você: a sua parte.
Eu posso ajudá-lo a investigar.
Posso oferecer ferramentas.
Posso acompanhá-lo durante o processo.
Posso ajudá-lo a enxergar aquilo que talvez esteja difícil de perceber sozinho.
Mas a transformação exige participação.
Talvez seja justamente aqui que esteja uma das maiores diferenças entre transformação e ilusão.
A ilusão nos oferece soluções que não exigem transformação. A consciência, ao contrário, frequentemente nos coloca diante daquilo que precisa ser visto, compreendido e, muitas vezes, modificado em nós mesmos.
Por isso, embora eu trabalhe com diferentes técnicas terapêuticas, recursos energéticos, espirituais e com a própria magia, procuro nunca perder de vista o lugar que cada uma dessas ferramentas ocupa.
Elas podem apoiar.
Podem aliviar.
Podem equilibrar.
Podem nos ajudar a enxergar.
Mas nenhuma delas pode assumir a responsabilidade que pertence a nós.
Talvez por isso eu goste tanto de repetir aos meus clientes:
“Sim, eu trabalho com magia. Mas não faço mágica.”
Não porque eu duvide da potência da magia. Muito pelo contrário. Justamente porque hoje, a respeito profundamente demais para transformá-la em instrumento de ilusão.
Para mim, a verdadeira transformação começa quando deixamos de perguntar apenas:
“O que está acontecendo comigo?”
e começamos também a perguntar:
“O que isso revela sobre mim?”
“Qual é a minha responsabilidade diante disso e o que preciso aprender com isso?”
“O que preciso compreender e o que estou disposto a transformar?”
Talvez despertar a consciência seja justamente isso: ampliar, pouco a pouco, nossa capacidade de enxergar.
Enxergar o mundo, sim.
Mas, principalmente, enxergar a nós mesmos dentro dele.
E quanto mais enxergamos, maior se torna nossa responsabilidade sobre aquilo que escolhemos fazer com o que vimos.
É por isso que, para mim:
A técnica é o meio.
A compreensão é a solução.
E a transformação exige comprometimento e participação.
Se você chegou agora a esta página, seja muito bem-vindo(a).
Aqui, não ofereço respostas prontas, mas caminhos de consciência.
Este é um espaço para quem deseja compreender a vida com profundidade e integrar razão e emoção, corpo e espírito.
É para quem busca uma conexão verdadeira com o divino, sem abrir mão da alegria de viver no corpo e desfrutar dos prazeres da matéria.
Através de reflexões profundas, você será convidado a pensar e a sentir, a resgatar o contato com o sagrado, com a beleza, com a arte, com a boa leitura e com a filosofia.
Mas, acima de tudo, a Luz do Saber Divino é um convite à prática.
Porque compreender não basta. É preciso experimentar e praticar.
Aqui, a espiritualidade não pretende afastá-lo da vida, mas ajudá-lo a vivê-la com mais consciência.
A proposta é trazer os questionamentos e ensinamentos filosóficos e espirituais para a experiência cotidiana: para nossas escolhas, nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossa relação com o corpo, com o prazer, com a matéria e com o próprio espírito.
Porque, para mim, consciência não é aquilo que sabemos; é aquilo que conseguimos transformar em estilo de vida!
Um beijo no seu coração.
Catarina L´Cruz
Terapeuta Integrativa
Atendimento on-line
(41) 99928-2868
